segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Kintarô Lanches

Não sei se esse é exatamente o melhor bar da galáxia e nem sou fã de denominações desse tipo.

Mas o fato é que se eu, em uma situação hipotética, pudesse escolher um boteco para ser meu e trabalhar todos os dias coisa e tal seria esse.

Dentro, um pequeno balcão e apenas duas mesas ao fundo. Do lado de fora apenas uma mesa, com a possibilidade de abrir mais uma, devido ao forte movimento do happy hour.

Bom é chegar um pouco mais cedo, lá pelas três da tarde e trocar uma idéia com a Dona Liria, que abre o comércio de segunda à sábado das sete da manhã até o último freguês que, por sua vez, vai embora um pouco depois das onze da noite com a alma alimentada por comida tão gostosa no melhor ambiente de boteco.

Após olhar calmamente as duas estufas em cima do balcão e escolher os rangos que vem em pequenas porções que são bem baratinhas e extremamente suculentas, vamos para a mesa lá fora e bebemos várias Serramalte bem geladas, no melhor estilo cu de foca, em copo baixo e observamos as pessoas que passam, os antigos restaurantes japoneses da rua começando o expediente do jantar e também o fraco movimento de uma barbearia ao lado, que pertence à um simpático chinês, portador de um imponente bigode.

Embora o sr. a. , que me apresentou ao boteco e prometeu um post casado com esse lá no carne crua, cedeu essas bonitas fotos sugeriu a bela dobradinha que tava lá, ambos preferimos começar com um carapau marinado com cebola e pimentão vermelho que se entregava ao toque do hashi. Tão bom que repetimos.

O pequeno tamanho das porções, que podem até ser pedidas meio a meio e o preço simpático permitem que se coma várias coisas. Do balcão frio vale muito a pena a porção de lombinho suíno e o polvo com pepino.

Ô se vale!

E vale também o nirá com ovo, o fantástico tamagoyaki com alga, a bardana agradavelmente apimentada, a moelinha de frango com tarê e o quiabo com missô.

Maior alegria bateu quando saiu da cozinha saborosos espetinhos de carne à milanesa, com pétalas de cebola e bacon. Tudo isso sustentado por um delicado palito de dente. Fritura sequinha, sem um pingo de óleo!

Chegam junto com a noitinha, Wiliam e Wagner, filhos da hábil cozinheira. Dois garotos que também são lutadores de sumô e esbanjam talento no atendimento informal que prestam.

Pra quem curte emoções mais fortes, ao lado do barbeiro tem um ótimo restaurante chinês. Lá tem geléia de pele de porco, tripa de porco empanada e bem fritinha e também uma maravilhosa dobradinha com músculo bovino temperada com bastante pimenta. Comida boa que acompanha bem a cerveja!

Enfim, em tempos de pequenas porções para compartilhar com os amigos, o Kintarô Lanches é uma excelente opção que recomendo muito!

Lá se gasta bem pouquinho, e é garantia de boa comida, boa bebida e diversão!

Longa vida ao Kintarô!

Kintarô
Rua Tomaz Gonzaga, 57

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bom e barato

Muito já se escreveu nesse blog e em outros também sobre o valor da comida cobrada nos restaurantes, custo-benefício, essas coisas.

Pra mim importa que a expectativa seja correspondida, especialmente em lugares mais “caros”, embora se eu comer um salgado ou sanduíche ruim acharei caro da mesma maneira.

Pois poucas coisas são piores que aquele sorriso constrangedor de nervosismo que inevitavelmente vem ao rosto quando chega uma conta com altíssimo valor por uma comida cuja qualidade não chegou nem perto do cobrado.

Almoço? Só vale a promoção se a casa realmente oferecer sua comida de fato. Como, por exemplo, no Tappo, onde você paga apenas o valor do prato principal e a casa inclui entrada e sobremesa. E todo o rango consta no cardápio único. Não é engana trouxa, não!

No Aizomê também tem um almoço pra lá de decente por um puta preço bacana. Vale muito a pena! Também tem a mesma pegada da noite!

E o almoço do Kinoshita? Bom, fui lá ontem e tinha acabado o Gohan (que consta no cardápio pedido) e o peixe do dia era o desprezível salmão de cativeiro. Além do que o manobrista deixou meu carro na rua sem dar a menor satisfação. Não pode acontecer esse tipo de coisa em restaurante desse porte, em minha opinião.

Existe uma tendência de abertura de restaurantes pequenos, com uma estrutura simplificada, onde se pode cobrar preços mais modestos, e não tem como não simpatizar com isso.

Mas devemos tomar todo o cuidado e sermos criteriosos para não cair em armadilhas só porquê a comida é aparentemente barata, como no caso do menu de almoço do Kinoshita.

Como, por exemplo, na nova Brasserie Le Jazz, casa que insisti em ir por três vezes, justamente pelos preços supostamente simpáticos que cobra.

Lá não espero por guardanapos de linho, taças alemãs, serviço incrível, coisa e tal. Não é lugar para esse tipo de expectativa.

Mas esperava que o vinho branco pedido não fosse servido quente e que o ovo mollet não levasse um execrável azeite trufado.

Assim como queria meu peito de pato mal passado, conforme a descrição do cardápio e não super passado como veio e obviamente não comi (nessa noite, acabei lá no Twin Burguer. Sanduíche após o jantar é outra coisa que não dá pra tolerar!). A última vez em que comi algo tão borrachudo foi quando enfiei na boca sem querer um boneco Playmobill, aos seis anos de idade.

Também não esperava um sorvete que estava praticamente uma sopa gelada com uma pequena bola no centro.

E nem um café espresso de péssima qualidade.

Poxa! Tem tanta coisa que se pode fazer pelo freguês que não tem custo algum!

Não é porque se cobra menos que o restaurante deve servir comida ruim!

Agora, nessa história do Le Jazz, o que não me surpreende é que o lugar não teve sequer uma resenha desfavorável, já que pertence ao filho de uma poderosa assessora de imprensa e enteado do famoso crítico Josimar Melo.

Eu quero é comida boa e barata de verdade!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A falha da Folha

A Folha de São Paulo tem um histórico de lançar cadernos antes de seu concorrente, o Estadão.

Sua última e grande vitória foi o Guia da Folha, revista que o Estadão após tentar algumas alternativas a ele, finalmente se rendeu a fazer um formato bem parecido.

E a gastronomia nos dois jornais, como está?

Bom, minha opinião é que o Estadão tem hoje o que mais se aproxima de uma revista gastronômica, com seu caderno Paladar.

Pra escrever de maneira isenta sobre gastronomia é preciso independência. E pra isso não pode ter restaurante como anunciante, coisa que nenhuma revista brazuca conseguiu, pelo menos até hoje.

Os jornais não precisam desse tipo de parceria, pois sua receita vem de outras fontes. E já escrevi sobre esse assunto, de maneira que não me alongarei sobre os jabares da mesa que rolam por aí na boca miúda.

O propósito desse post é dizer que a Folha de São Paulo nunca superará o Estadão (em gastronomia) enquanto permanecer sob as garras de Josimar Melo.

Acho que se o jornal em questão não tem um crítico gastronômico competente, pouco resta a fazer. Não adianta o restante da equipe ser boa.

E por que o cara não é bom?

Primeiro porquê seu texto é acima de tudo chato e pouco fluente. Em outras palavras, não escreve bem mesmo.

É preciso um olhar mais atento para a inacreditável falta de discrição do crítico que deixa a impressão que logo dará uma entrevista para a lâmpada ao ver a porta da geladeira aberta.

Um bom crítico deve ser anônimo. E ir aos restaurantes quantas vezes achar necessário antes de publicar uma resenha.

Josimar Melo claramente não se importa com isso, já que se auto-intitula como “agitador gastronômico” e até se comporta como tal, ora organizando festivais, ora brincando de cavaleiro em programa de TV, ou até fumando charuto na foto de seu fraquinho blog. Sua vida é uma festa! Se montasse um guia à moda Athayde Patreze seria mais que coerente. Seria um luxo! Deveria herdar, com louvor, aquele velho microfone dourado.

Não lembro ter lido sequer uma resenha onde o crítico diz que foi mais de duas vezes a um restaurante. Se houve isso, é uma exceção. Tanto que 95% dos profissionais da área que conheço não gostam do cara. O acham anti-ético. Mas não se pronunciam por medo de se queimarem em um órgão de veiculação tão grande como a Folha.

Josimar Melo assina coluna na Prazeres da Mesa, veículo extremamente comprometido e sem isenção alguma. E essa parceria certamente põe por água abaixo a sobriedade que deveria ter.

Assinar coluna em uma jabazeira daquelas o descredencia para qualquer trabalho sério.

De maneira que concluo que seus critérios de avaliação são nebulosos. E falta de clareza gera desconfiança.

E que, se tratando de gastronomia, a Folha de São Paulo continuará levando um baile do Estadão enquanto manter em seu quadro de funcionários esse senhor.

É evidente que falta um crítico gastronômico competente na Folha de São Paulo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Salinger

Defendo o suicídio para todo artista de verdade.

Não aquele suicídio tradiça, com revólver ou faca, mas sim um suicídio social, se isolando e ficando longe de todo e qualquer tipo de afetação, para assim se concentrar apenas em sua arte.

Salinger conseguiu isso. Após lançar quatro livros fantásticos simplesmente se retirou para as colinas, onde levava uma vida pacata e escrevia apenas para ele. Aliás, espero que não tenha queimado o material!

Sobre sua obra calarei, pois não tenho nível e nesse momento nem equilíbrio emocional e discernimento para escrever sobre a mesma. Mas é necessário dizer que O Apanhador no Campo de Centeio é uma obra menor, se comparada às outras.

E que tenho os Glass como meus irmãos.

Especialmente o Seymour, por quem tenho um carinho todo especial.

E que acho o final do conto da Franny uma das coisas mais tocantes da história da literatura. Pelo menos pra mim, é claro!

Certamente nunca fiquei tão chateado com a morte de uma figura pública.

A maior parte de seus personagens tem status de herói para esse blogueiro que vos escreve.

Salinger morreu jovem, com 91 anos recém completados. Mas viveu bem e será sempre imortal.

E também o melhor escritor do século vinte.

A emoção me impede de escrever mais sobre ele.

Só precisava dividir essa dor com vocês.

Coisas de homem solitário...

Descanse em paz, grande homem!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Rabada

Meu pai vendia frangos e miúdos bovinos na feira livre. Passei minha infância me divertindo entre caixas de frango e bancas de pastel que recheavam a sequinha fritura na hora. Aliás, já repararam que os bons pasteis de feira desapareceram de um dia pro outro? Decentes tem uns dois ou três no máximo!

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que barraca de feira foi meu primeiro negócio, onde me encantei com as possibilidades de cortes bovinos e de frango também.

Mas o que quero dizer é que sempre tive uma mesa bacana em casa desde pequeno, com muita fruta, verdura entre outras coisas. Nós, feirantes, nos abastecíamos na base de trocas e confesso que aprecio esse antigo tipo de comércio até hoje!

Além de frango de todas as maneiras possíveis, minha mãe sempre preparava miolo de vitela à milanesa, escalope de fígado bovino mal passado e rabada, o que me leva a gostar muito desse tipo de comida até hoje.

Claro que seria um erro buscar esse sabor de infância, mas sempre que vejo uma rabada em um cardápio não resisto e logo a peço!

É impossível falar de rabada sem mencionar os grandes botecos mineiros, onde predomina a velha e saborosa comida de caldeirão.

Lá recomendo muito o Xico da Kafua. E se for mesmo, não deixe de comer como entrada as suculentas costelinhas de porco aperitivo e as caseiras e deliciosas linguiças.

Mas, em minha opinião, a melhor rabada de Belo Horizonte se prepara no Bartiquim, do exímio cozinheiro Bolinha, em Sta Tereza, bem na frente do hospício. Difícil é deixar de comer a esplendorosa língua. Bom é ir em turma e passar uma tarde de sábado por lá!

Mas, e em São Paulo? Onde se come bem essa especiaria tão querida?

Bom, como já escrevi aqui, lá no final da Rua Guarani, no bairro do Bom Retiro, se faz um ótimo rabo à moda coreana, com aquela pimenta típica e revigorante. O mocotó também vale a pedida.

E rabo à moda nipônica, com ponzu? Desde que o saudoso A1 nos deixou, o grande chefe Shin prepara a delícia no Aizomê, mas apenas sob encomenda.

Grande sobrevivente do centro, o Guanabara faz a tradicional rabada todas as quintas-feiras há décadas. Lá vale o passeio também.

Quer um rabo mais requintado? A Paola o faz de maneira soberba. Uma pena que seja desfiadinho, sem os ossos. Mas entendo que tem quem o prefira assim. Sem dúvidas vale a pedida! Chato que ela tirou do cardápio minha entrada preferida: miolo de vitela à milanesa com salada de folhas e ervas. Mas fiquem tranquilos que colocou outras coisas bacanas em seu lugar.

Sabem aquele röti untuoso, delicioso e feito por intermináveis horas e horas, sem aquela rasgueiragem típica que reina na maior parte das cozinhas paulistanas? No Pomodori ele encobre a perfeita e delicada rabada que é muito bem acompanhada pela melhor polenta que já comi, com um puta gosto de milho.

Qualquer hora dessas retorno aqui ao meu vizinho Dois. Infelizmente quando pedi esse prato lá, ele estava muitos pontos acima no sal.

E você, onde gosta de comer uma boa rabada?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Comida e morte

Qual será a melhor receita para se matar? Uma bala? Faca? Remédios? Overdose? Se atirar de um prédio alto? São tantas opções...

Certo é que se deve tomar o devido cuidado para não se tornar um suicida incompetente, pois nada deve ser mais frustrante que isso.

Meu método? O suicídio lento, bebendo bastante todos os dias e desistindo da vida pouco a pouco.

Assim espero a morte numa boa. A cada dia que passa, me torno mais apático, inativo e mais próximo de minha não existência. Afinal de contas, morrer é deixar de existir, certo? Sinceramente me importo cada vez menos com isso. Que venha logo a morte quando quiser e pronto! Minha ausência preencherá uma grande lacuna, diria assim o Barão de Itararé.

Tenho plena consciência de minha insignificância e sei que nasci para passar batido.

Mas não guiar a carruagem não significa que tenho que a puxar. Prefiro ficar nas marginais do caminho, analisando a situação e advertindo os puxadores, na maior parte das vezes sem sucesso, admito.

Isso posto, qual seria minha refeição antes de apagar de uma por todas? Antes da tão previsível e cada vez mais presente morte?

A próxima, é claro! Sempre!

Uma das poucas coisas que ainda me emocionam é comida bem feita, independente de seu estilo. Cada garfada de um bom rango funciona pra mim como uma injeção não apenas de ânimo, mas de vida! Pra mim é o que vale!

Essa é minha relação com comida. E sinto muito por quem come apenas para alimentar seu corpo, e não o espírito.

Outro dia, no Sinhá, uma respeitável senhora reclamou com o garçom sobre a torta de limão que, segundo ela, estava com gosto de ovo. Claro que a cozinha de imediato aceitou a devolução e ofereceu algo que fosse de seu agrado, pois poucas coisas são mais chatas que pagar por algo que não se tenha gostado. A senhora aceitou uma salada de frutas que sinceramente espero que a tenha satisfeito.

Mas esse não é o ponto. Acontece que se as três camadas da torta (massa, creme de limão e merengue) levam ovo e tanto eu quanto a autora da receita, a Talitha, temos o maior orgulho da sobremesa ter gosto de ovo, limão, farinha e açúcar, que são os principais ingredientes dela! Ora bolas!

É como reclamar que uma limonada tem gosto de limão ou que um suflê tem gosto de, vejam só, ovo! Mas tenhamos paciência com quem não aprecia comida...

Pois o real motivo desse post que escrevo em dias de repouso fora de São Paulo é dizer que tô com uma puta saudade da torta de limão da Talitha.

Esse é meu doce preferido desde sempre e em meus dias de trabalho no Sinhá meu maior prazer e um grande estímulo de vida.

Quem trabalha diretamente com o público não pode ter mal humor e quando estou bem nervoso, trato logo de mandar uma torta de limão pra dentro, pois o resultado imediato é abrir um inevitável sorriso, reflexo da felicidade instantânea que ela traz.

Pra quem aprecia boa comida, a torta de limão da Talitha é a vida em seu esplendor, e a recomendo pra caralho!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Campanha

Na última vez em que estive na Adega Santiago levei uma garrafa de vinho que custa cerca de duzentos reais na importadora. O atendente, rígido, porém gentil, disse que não poderia servir a ampola, nem cobrando a salgada rolha de cinqüenta reais, pois o rótulo constava na carta da casa. Até aí, tudo bem. Claro que fiquei meio chateado, mas obviamente respeitei a regra.

Pensei em pedir o mesmo vinho na carta da casa, mas, para minha surpresa, o mesmo rótulo custava mais de quatrocentos reais, o que me bodeou bastante. Uma pena que esse restaurante almeje um lucro tão alto. Pessoalmente, considero essa prática abusiva e ultrapassada.

Aliás, o que não falta no Adega Santiago e em outros restaurantes é comida e bebida com uma margem de lucro estratosférica.

Ontem, no twitter, sugeri que os restaurantes coloquem os preços de seus cardápios em seus respectivos sites, para evitar desconfortos como o descrito acima.

A aceitação na mesa redonda virtual foi imediata, e através da indicação do nobre colega Marcelo Katsuki descobri esse brilhante texto no blog do jornalista carioca Dacio Malta (link) que sintetiza o assunto com muito mais talento e objetividade que esse velho avarento que vos escreve agora.

Devido às minhas atividades de blogueiro gastronômico (seja lá o que diabos isso signifique) e de comerciante do ramo restaurador tenho uma boa noção dos preços que se praticam por aí.

O ponto é que o cliente comum, aquele que sai menos vezes, não tem a obrigação de ter essa noção.

E nada é mais chato que ser surpreendido por preços que você não estava disposto a pagar. Eu mesmo me espanto às vezes.

O preço do cardápio no site ajudaria muito a evitar esse tipo de surpresinha desagradável que por tantas vezes fode sua noite.

O saudoso Saul Galvão dizia que o contrato do cliente com o restaurante é o cardápio. Eu concordo com ele e acrescento que quero ver esse contrato antes, via internet, para decidir se o compromisso vale a pena!

Se em grandes restaurantes do mundo inteiro essa boa prática existe, por que não fazer isso por aqui também?

De maneira que proponho uma campanha por isso! Para os restaurantes colocarem todos os preços do cardápio - inclusive da carta de vinhos - nos sites!

Entre nessa campanha pedindo isso aos garçons, maitres, chefs e donos dos restaurantes! Vamos perturbar todo mundo!

Porque saber o quanto vamos gastar é importante, porra!