Não sei se esse é exatamente o melhor bar da galáxia e nem sou fã de denominações desse tipo.Mas o fato é que se eu, em uma situação hipotética, pudesse escolher um boteco para ser meu e trabalhar todos os dias coisa e tal seria esse.
Dentro, um pequeno balcão e apenas duas mesas ao fundo. Do lado de fora apenas uma mesa, com a possibilidade de abrir mais uma, devido ao forte movimento do happy hour.
Bom é chegar um pouco mais cedo, lá pelas três da tarde e trocar uma idéia com a Dona Liria, que abre o comércio de segunda à sábado das sete da manhã até o último freguês que, por sua vez, vai embora um pouco depois das onze da noite com a alma alimentada por comida tão gostosa no melhor ambiente de boteco.
Após olhar calmamente as duas estufas em cima do balcão e escolher os rangos que vem em pequenas porções que são bem baratinhas e extremamente suculentas, vamos para a mesa lá fora e bebemos várias Serramalte bem geladas, no melhor estilo cu de foca, em copo baixo e observamos as pessoas que passam, os antigos restaurantes japoneses da rua começando o expediente do jantar e também o fraco movimento de uma barbearia ao lado, que pertence à um simpático chinês, portador de um imponente bigode.
Embora o sr. a. , que me apresentou ao boteco e prometeu um post casado com esse lá no carne crua, cedeu essas bonitas fotos sugeriu a bela dobradinha que tava lá, ambos preferimos começar com um carapau marinado com cebola e pimentão vermelho que se entregava ao toque do hashi. Tão bom que repetimos.
O pequeno tamanho das porções, que podem até ser pedidas meio a meio e o preço simpático permitem que se coma várias coisas. Do balcão frio vale muito a pena a porção de lombinho suíno e o polvo com pepino.Ô se vale!
E vale também o nirá com ovo, o fantástico tamagoyaki com alga, a bardana agradavelmente apimentada, a moelinha de frango com tarê e o quiabo com missô.
Maior alegria bateu quando saiu da cozinha saborosos espetinhos de carne à milanesa, com pétalas de cebola e bacon. Tudo isso sustentado por um delicado palito de dente. Fritura sequinha, sem um pingo de óleo!
Chegam junto com a noitinha, Wiliam e Wagner, filhos da hábil cozinheira. Dois garotos que também são lutadores de sumô e esbanjam talento no atendimento informal que prestam.
Pra quem curte emoções mais fortes, ao lado do barbeiro tem um ótimo restaurante chinês. Lá tem geléia de pele de porco, tripa de porco empanada e bem fritinha e também uma maravilhosa dobradinha com músculo bovino temperada com bastante pimenta. Comida boa que acompanha bem a cerveja!
Enfim, em tempos de pequenas porções para compartilhar com os amigos, o Kintarô Lanches é uma excelente opção que recomendo muito!
Lá se gasta bem pouquinho, e é garantia de boa comida, boa bebida e diversão!
Longa vida ao Kintarô!
Kintarô
Rua Tomaz Gonzaga, 57




