A boa comida é o fator principal de um restaurante, mas não é tudo.Um serviço decente também ajuda muito. Se tem algo que me impede de voltar a um comércio é mau atendimento!
Mas chamo a atenção aqui para detalhes que muitas vezes passam batido, pois os donos de bares e restaurantes não ligam, em uma atitude equivocada, desinformada e arrogante.
Quantas vezes você foi convidado a voltar a um lugar e recusou, alegando que não gosta muito de lá, e ao ser indagado sobre a razão, não soube responder, disse que não sabe, que simplesmente não gostou?
Se você não sabe explicar direito o que não o desagrada num lugar, não se preocupe, pois isso não é função sua. Vá aonde gosta e bom apetite!
Agora, o dono da espelunca tem a obrigação de saber o motivo que faz seu cliente não se tornar um freguês.
Uma casa tem que ter equilíbrio entre todo o serviço oferecido, e isso vai além de comida e serviço.
O som e a luz do lugar têm que harmonizar com a comida, a bebida e o serviço.
Restaurante fino não pode ter a poluição sonora de um botequim e vice-versa!
A música ambiente deve ser alta o suficiente para ser notada, mas nunca tão alta a ponto de você elevar o tom de voz para ser ouvido em uma conversa.
A luz deve ser indireta, e nunca tão alta como a de alguns lugares que mais parecem a Sorveteria Rochinha.
Enfim, como já escrito aqui, o importante é que todos os fatores harmonizem entre si.
Agora, cá entre nós, música ao vivo não dá, né?
Sempre é horrível, independente do estilo. Se for MPB, geralmente rola o 'efeito bom motivo', e aí o maldito Djavan é inevitável, para o desgosto e vômito dos presentes.
Rock, então, é pior ainda! Dá-lhe Creedence e Raul. E é melhor nem citar os pubs que insistem em ter bandas medíocres executando sempre as mesmíssimas músicas do ruim U2. Pubs como o All Black, por exemplo. Ops!
Todas as vezes que saio de casa em busca de música ao vivo, o que me move é o artista, e não o bar!E tem lugares focados nisso. Bares onde o que importa é apenas a boa música, que nunca é ambiente, é ao vivo, e a razão do lugar existir. Na verdade, não são bares e sim pequenas casas de show, no máximo modernos cabarés, onde é permitida a circulação dos garçons durante o show.
Na semana passada, voltei ao Bourbon Street, em seu festival anual, no qual a casa traz músicos de New Orleans.
O pastel tava uma droga, o uísque caro, mas tudo bem! Não estava lá por isso.
A música estava excelente e certamente voltarei ao bar quando tiver um show que me interesse, apenas por isso e tudo bem.
Viva o Bourbon Street, a Liège Monteiro e todas as pequenas casas de show da cidade que alimentam nosso espírito com excelente música!
15 comentários:
Julinho, semana passada em Recife a música atrapalhou minha refeição inteira. Contei a história aqui: http://umlitrodeletras.wordpress.com/2009/08/19/tres-pianos-e-um-cadaver
E essa mania de todo restaurante aqui SP de tocar covers? É Danni Carlos, Nouvelle Vague...todos os tipos de covers, em todos os estilos. Alguém me explica o porquê. Depois de muito me irritar, achei que tivesse ligação com a questão dos direitos autorais. Mas acho que não é possível...
sandro,
deixei um comentário lá!
wolf,
ODEIO esses covers!
abraços!
aqui no meu boteco tem um piano,uma bateria.violão,microfones...etc...tudo que é preciso para se fazer uma boa musica.Os instrumentos estão a disposição no palco para o musico que vier, e digo que é frequente a presença de bons musicos.Acredite que muitos dos comensais voltam pra ver o baterista,ou aquele cara que canta pra caramba,ate mesmo pra saber quando aquele trio(piano,baixo de pau e bateria)vão voltar a fazer um puta som.Sei que muitos musicos que aparecem por aqui fazem apresentações em grandes casas de show, e muitos fazem grandes apresentações em minha casa.Alem de escutar a melhor musica da cidade aqui se come a melhor comida da cidade se bebe as melhores cachaças e a cerveja mais gelada.Mais uma vez deixo o convite pra visitar o Boteco do Zulu aqui na Praia Grande
Jb
Muito bom o post.Concordo totalmente.Agora não fique bravo:Vamos corrigir o uso das palavras "mau" e "mal".É só pensar no oposto: "Mal" atendimento está errado, porque o oposto: "Bem" atendimento não faz sentido.Desculpe a chatice.
mario,
que chatice nada!
obrigado pela correção!
abraço!
Oi, Julinho.
Adoro esse tema: som ambiente, acustica.
Sempre digo (e quase nunca compreendido) que se tem musica ao vivo, nao me convide. Cansei de estragar programa dos outros por isso. Todo mundo quer ir em tal lugar e eu me nego.
Meus argumentos: gente, fico constrangido em bar de música ao vivo. Não gosto do repertótio, fico reparando nos erros mesmo que eu não queira, acho chato o cara acabar uma musica e ninguém aplaudir (falar alto enquanto o cara tá ali tocando) e, principalmente, pq quase sempre o musico se apresenta no volume ONZE. Alto pra cacete, incomoda MUITO. Enfim, um porre (sem whyskie).
Aliás, aqui entra outra questão: acústica. Neguim tem a pachorra de fazer um projeto e não ligar a minima pro som; com ou sem música os bares e restaurantes de sampa são caixas reverberadoras alucinadas. E piora a cada dose: as pessoas bebem e começam a gritar umas com as outras. Aí tu poe na receita música ambiente ou som ao vivo. Credo.
Enfim, come-se e bebe-se bem em sampa.
Mas ouve-se muito mal.
Concordo contigo: se saio de casa pra ouvir musica não vou reclamar do preço da dose do Via Funchal, Bourbon e Clash.
Mas ouvir credence versilo em volume onze não dá.
ps: outro dia entrei depois das 22 no All Black pra dar parabéns pra um amigo. Entrei, tomei uma água, conversei 10 minutos e morri em 55 pratas. Local lotado, enfumaçado, som no volume DOZE e saí fedendo cigarro. Não tenho mais idade pra isso...
fala, enio!
nada a acrescentar, meu caro!
concordo muito com tudo que você escreveu!
grande abraço!
sabe o que aconteceu????tem muita gente por ai que aprendeu dar umas notas no violão,umas batidas na bateria e compra um daqueles teclados que toca sozinho e resolvem formar uma banda.E se for meninos com carinha bonitinha o sucesso é garantido!!!Pior são aqueles que aplaudem,assim como tem gente que não sabe comer, tem gente que não sabe escutar.Lamento muito esses lugares que basta alguem derrubar uma bandeja neguinho e branquinhos começam a dançar.Aqui no meu boteco o mesmo respeito que temos pelo fregues em servir uma boa comida temos tambem uma grande preocupação em servir boa musica ambiente e ao vivo!!!!Aqui so toca quem realmente sabe tocar,boa musica e boa comida em um mesmo lugar!!!!Fico triste por voces que não tem lugares assim em sua cidade!
Prezado Anônimo, com todo respeito, música ao vivo é chato pra caramba. É mais menos tudo isso que escreveram aqui. Raro, muito raro, algum músico que seja ao mesmo tempo bom e que tenha a noção de que ele é o detalhe do restaurante e não o principal.
Quer saber, dependendo do local, um bom CD de jazz/rock/blues, num volume quase inaudível é perfeito.
Ah, o que acham de banir para sempre o tal do Djavan?
Ps.: jb, estive no Sinhá no domingo, tudo muito bom como sempre, mas ainda não foi desta vez que consegui comer o Tiramisú de Rapadura, como sempre, falta de espaço...mas minha hora via chegar. Casillero a 36 pratas é perfeito!!! Outra coisa, flanelinha de plantão na rua...pelo menos quando saí ele não estava por lá, talvez pela chuva. Abs
parreira,
eu odeio aquele flanelinha!
mas o que fazer?
abraço!
Julinho,nada mais estressante do que feijoada ,caipirinha ,a bunda da mulata e o indefectível pagode ,nao há liga ,algo se perde ,é uma grande desarmonia ,normalmente ,eu passo fome.Comida nao tem nada a ver com música ,ela requer silencio ,no máximo o murmúrio das vozes dos amigos ,e chega.O Bourbon é grande lugar ,um clássico da noite paulista ,mas a comida lá é outra.
Liège Monteiro??? Desculpe ai meu velho, mas é impossivel ouvir musica mesmo que boa, em um local com 2,80m de pé direito, saio sempre correndo de la quando o reverbe começa, ok fico no jardim. Mas não esponho meu tipanos empoeirados nesse tipo de caixa acustica.
"Agora, cá entre nós, música ao vivo não dá, né?"
Sobre isso que você escreveu: não dá mesmo! E vejo muitos mineiros adorarem aquela coisa de "música ao vivo clichê", sendo que os clichês podem ser vários.
Tem que ser como você disse, um lugar ao qual se vai por causa daquela certa música. Aqui em BH existe um lugar assim, e se chama "Opção". É um bar simplérrimo e que não prima por outras qualidades. Mas é como ir à festa na casa de amigos, sendo que o que importa é a festa, o clima, essas coisas.
Se bem que faz tempo que não vou até lá. Estou meio que "fora de circulação".
Gostava muito de ir, também, ao Café com Letras, aqui em BH. Gostava de ver as apresentações do Olivia Trio, um grupo de jazz. Pelo que sei, Olivia é a cachorrinha do baterista, Jimmy Duchowny (se é que não tô falando besteira).
Mas isso também faz tempo. Estou, como disse, pra lá de caseira.
Abraços,
Mônica.
Abraços,
Mônica.
Quando saio para beber, quero apenas beber. Caso queira comer, a paz é o principal ingrediente que procuro. Difícil algum lugar com boa música e adequada ao momento. Gosto de tomar umas cervejas ales no Mulligans, que com a proposta de restaurante imaginei um pouco de tranquilidade. Qual não foi minha surpresa quando colocaram um cara com viola tocando mpbs entre outras coisas...... Não combina com minhas ales e guiness e sou obrigado a pagar couvert do que não gosto??? Sento na área externa, mesmo estando todo frio congelante de uma noite de inverno em Sp. Passo frio mas não pago couvert. Se quisesse pagar pra ouvir alguém tocando, iria num show. Pq não um cd de jazz ou blues como dito por um colega aí de cima? Abraço, DPJ
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