segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dias em Pompéia


Há algum tempo, assumi comigo mesmo o compromisso de atualizar esse espaço pelo menos quatro vezes por mês.

E, em minha desimportante opinião, até que os últimos textos estão bem do meu gosto, principalmente se comparados com os do começo desse blog, que fará quatro anos nesse mês, se assim minha saúde permitir.

Mas, falando em saúde, infelizmente minha mãe não está muito bem, motivo pelo qual nas últimas semanas praticamente tenho morado no Seo Camilo.

Nas poucas folgas, vou aos meus preferidos, onde sempre como bem e sobre o qual já falei à exaustão por aqui. Lugares como Shin-Zushi e Epice, por exemplo.

Como pelo menos uma refeição é necessária, tenho me alimentado nos arredores das ruínas da nobre Pompéia.

Fui algumas vezes ao Nama Baru café arte e gastronomia. Difícil crer como um lugar que leva café em seu nome serve um Toledão obviamente intomável. Quanto à arte, simplesmente não entendi a menção.

Sobre a gastronomia - que é o que interessa - até que a comida é boa sim, embora irregular. Saladas gostosas, trouxinhas ok, entradas qualquer nota e um ensopado à base de barriga de porco e pernil, com molho de tamarindo e arroz jasmim (Arnaldo Lorençato escreveria que o prato é escoltado pelo arroz e coroado por especiarias) que vale a visita, embora ele possa vir com mais ou menos pimenta, dependendo do humor do cozinheiro. Comparada com a comida do hospital, até que a cozinha neo-thai tem lá certa personalidade. Tudo é uma questão de perspectiva. Mas fuja da cerveja quente e do massudo brownie, elaborado com chocolate Haroldo. Prefira o bem feito e caseiro sorvete de tamarindo. Por fim, nunca peça o catastrófico café Toledão pra encerrar o almoço (só abrem de dia e logo mudam para imóvel na Rua Barão do Bananal). Ah! O som ambiente é o pior possível. Vai de Emerson Nogueira ao Lounge Som das Baleias do Pacífico.

Do outro lado da rua, mais pra baixo tem o bom e velho Degas. Lugar pra beber cerveja gelada e pratos old school, como o ótimo Filet a Cubana. Tudo em conta. Mas, atenção! O prato individual serve de dois a três gauleses médios e um prato inteiro atende perfeitamente a uma tribo etíope.

Do mesmo lado da rua, jamais entre no Pompéia Pizza Bar e Tranqueiras, a não ser que queira ter uma experiência parecida com uma noite em Peruíbe fora de temporada. A pizza é inesquecível, no pior sentido da expressão, com monumental quantidade de queijo com gosto de chiclete vagabundo.

Enfim, meu companheiro pra essas noites difíceis tem sido o bom e velho Souza, ou Fecha Nunca, para os mais íntimos do pedaço, onde frequento há um bom tempo, já.

Lá bebo minha cerveja gelada, como bom churrasco com queijo e vinagrete e até arrisco razoável frango a passarinho.

E me divirto, na medida do possível, como com a grafia da conta, logo acima. 

Assim tem sido meus dias...

Foi mal pela falta de posts e até a próxima!

12 comentários:

Thiago Carvalho disse...

Força Julinho!
Os posts fazem falta.
Estimos as melhoras a sua mãe.
Grande abraço.

Carlos R disse...

Valeu JB!

Melhoras para sua mãe e desculpe pela 'cobrança' de mais posts no meu comentario anterior.
Quando tive 1 loja na Pompeia nos anos 90 eu costumava frequentar o Pe pra fora,mas ultimamente disseram que ele não e mais o mesmo.Essa região e phoda.

Marcellus® disse...

Faltou a foto do Filet a Cubana pra matar o caiçara aqui!

jb disse...

thiago,

obrigado!

carlos,

obrigado!

gsotava do pé pra fora quando o mesmo era comandado pela dona felicidade.

hoje caiu bastante.

marcellus,

a fome foi maior que a disposição de tirar a foto!

abraços!

Macarrão disse...

Julinho , melhoras para a sua mãe.

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O Degas é parada obrigatória para o velho e bom Filé a Parmeja(rsrs...)

jb disse...

valeu, macarrão!

abraço!

Zé Maria disse...

A Serramalte sempre acaba, daí, dá-lhe mudar pra Heineken, rs

Luís Ferraz disse...

Estima de melhoras à sua mãe Julio.
Quanto ao Sessamalte e Hainiken, cabem aos programadores desses softwares para restaurantes incluírem aquele dispositivo cretino do Google.
Assim, no momento do cadastro do produto ao sistema o incauto maitre ou gerente da birosca terão a oportunidade de serem corrigidos com o insolente VOCE QUIS DIZER...
Poderoso instrumento de informação a serviço da formação do neo-paraíba na cidade grande. RS
Abraço

Anônimo disse...

Torcendo pela recuperação da Sra mãe JB,

beijos Robertita

Anônimo disse...

Você não me conhece, nem eu a ti - na verdade, fui no Sinhá uma vez, há pouco tempo, com a mulher e os pequenos, mas não me apresentei (você estava com uma turma de amigos e ia ser meio esquisito).

Mas vi que você teve duas discussões com tuiteiros e obviamente percebi que você está acompanhando sua mãe durante o tratamento de câncer.

Não sei se causa algum conforto, e estou certo que você não precisa do julgamento de um estranho, mas lendo apenas os tuítes das duas confusões, é óbvio que você discutiu com dois imbecis completos. Espero que isso não te afete.

E só digo isso porque há pouco (quatro anos, mas é pouco) acompanhei meu pai em quimioterapias, e sei o que isso causa na gente. E te garanto que não há nada no mundo que faça evitar ou atenue o que se sente.

O meu jeito de passar por isso foi fingir, da boca para fora, que não era nada, que ia passar - mais ou menos como o meu pai fazia quando eu tinha as minhas doenças de menino.

Não sei se adiantou, se ele sofreu menos, por isso. Mas foi o que podia fazer.

Espero que você encontre o seu jeito - e que não deixe os idiotas te afetarem, de nenhum jeito.

Abraços, de um desconhecido anônimo, aí da internet.

Fernando Souza Jr. disse...

JB, não te conheço pessoalmente, só te vi algumas vezes no Sinhá e odeio intimidade forçada, mas me sinto à vontade para te desejar sorte e uma pronta recuperação para sua mãe. Sou leitor assíduo do blog, não só pelas dicas muito boas, mas pela crítica honesta e pelo seu senso de humor nos textos. Os posts aqui fazem falta, mas como te sigo no twitter, acabo sempre me divertindo, principalmente com a hora da ave maria e o clima de filme de terror com o qual vc descreve o Seo Camilo. Muita força nessa hora.

jb disse...

anônimo e fernando,

muito, mas muito obrigado pelas palavras tão carinhosas.

abraços!